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Construção Sustentável – Por que tenho que me preocupar com ela?

Você sabia que o mercado da construção civil é uma das que mais gasta água no mundo? Pois é! De acordo com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, o CBCS, a construção civil é responsável por grande parte do consumo de água potável do mundo, chegando a ser responsável por 50% do consumo de água em áreas urbanas.

Isso se dá pois atualmente, para a confecção de 1 metro cúbico de de concreto, gasta-se em média de 160 a 200 litros e, na compactação de 1 metro cúbico de aterro, pode ser utilizado até 300 litros, sem contar com a lavagem das fôrmas utilizadas na produção.

Quer compreender melhor esses dados?

A água que você não vê

Vamos a um exemplo bem comum:

Para uma casa nos padrões do “Minha Casa, Minha Vida, o consumo de água para uma construção com média mínima de 36m² de alvenaria cerâmica construída, seria necessário 25m³, enquanto que a de concreto consumiria 71m³ e a de de concreto moldado in loco consumiria 158m³.

Ao multiplicarmos esse números pelos 2 milhões de moradias construídas pelo programa social em todo o Brasil, teremos um gasto de 316 milhões de m³ para paredes de concreto moldadas in loco e 143 milhões de metros cúbicos para blocos de concreto, enquanto os blocos cerâmicos consumiriam apenas 43 milhões, o que demonstra uma redução de 65% a 84% comparado com outros materiais de blocos estruturais. Esta diferença permitiria abastecer a cidade de Fortaleza por quase 2 anos.

Além disso, não podemos nos esquecer do fato que, escolher materiais inadequados geram problemas futuros com manutenção e aumentam desnecessariamente o impacto de todo o ciclo de vida do produto. Isso pode afetar a qualidade temperatura interna da construção gerando um maior consumo de energia e, consequentemente durante toda a vida útil do imóvel.

Como escolher os Materiais Sustentáveis

A escolha de um sistema construtivo que consuma menos água pode atenuar os impactos causados pela construção civil ao meio ambiente. A Avaliação do Ciclo de Vida dos Produtos Cerâmicos, estudo realizado pela empresa canadense Quantis, demonstrou que a cerâmica proporciona uma construção bem mais sustentável.

Segundo a diretora do CBCS, Érica Ferraz de Campos, é possível reduzir este impacto escolhendo o material a partir das condições locais e as alternativas disponíveis para cumprir as funções desejadas, porém é necessário atender os critérios fundamentais

como qualidade e durabilidade, além de seguir às normas sociais e ambientais.

Virou Lei

Publicada no dia 19 de Fevereiro de 2013, a nova versão da ABNT NBR 15.575, conhecida popularmente como Norma de Desempenho, estabelece a importância do conforto, vida útil, garantia, segurança, estabilidade, desempenho acústico e térmico das construções.

Seguindo o modelo de normalização internacional, a NBR 15.575 é dividida em seis partes:

  • Requisitos para os sistemas de pisos,

  • Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas,

  • Requisitos para os sistemas de coberturas,

  • Requisitos para os sistemas hidrossanitários.

 

Cada item descreve uma sequência de exigências em relação à segurança, desempenho mecânico, segurança contra incêndio, segurança no uso e operação; habitabilidade: estanqueidade desempenho térmico e acústico, desempenho lumínico, saúde, higiene e qualidade do ar, funcionalidade e acessibilidade e qualidade do ar, funcionalidade e acessibilidade e conforto tátil, sustentabilidade: durabilidade, manutenibilidade e adequação ambiental.

Levando em consideração que os antigos imóveis eram construídos com blocos e tijolos cerâmicos e a qualidade em termos de desempenho térmico e acústico eram notadamente superior aos inovadores materiais utilizados hoje em construções, supõe-se que a Norma proporciona a garantia de imóveis mais seguros e melhores.

Para o Doutor em Engenharia Civil, Guilherme Parsekian, a Norma de Desempenho vai facilitar a evolução da construção civil brasileira.

“Vai ajudar na melhoria de nossos profissionais que passarão a valorizar uma série de conhecimentos que antes não davam importância. Ajudará as boas construtoras a “vender” um melhor desempenho. A longo prazo, o custo financeiro e ambiental das nossas edificações deverá ser menor. O usuário terá mais conforto. Entre outros.”

Além da Sustentabilidade

Entre as vantagens em se construir em alvenaria estrutural com blocos cerâmicos estão a racionalização com maior produtividade, qualidade e custo menor, bom desempenho e segurança estrutural, maior rapidez e facilidade de construção, simplificação do detalhamento do projeto e materiais componentes, canteiro de obra mais limpo e ecológico, sem entulhos e restos de madeira, redução de cerca de 30% no custo da construção, no uso de concreto, ferragem e mão de obra de carpintaria e ferreiro, além da economia no uso de madeira para formas e de água para lavagem das mesmas.

 

Mas é sempre bom fixar aqui que, como engenheiro, é importante avaliar quais os melhores materiais para o tipo de obra que você está acompanhando e que a opção da sustentabilidade é excelente, se puder optar por ela.

E então, qual a sua opinião sobre o assunto? Tem alguma dúvida? Escreva para nós nos comentários.

Fonte: Manuela Souza – Revista Unicer/2015